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De que lado você está?

Esta eleição em Araguari é totalmente atípica. Três candidatos e dois com maior percentual de votos, conforme pesquisas. Duas coligações majoritárias aglutinando do lado da situação 9 partidos e do lado da oposição 16 partidos e a terceira candidatura sem coligação.

Durante 3 anos e 7 meses várias pessoas tomaram seus lados: situação ou oposição. Agora em plena época eleitoral muitos estão em cima do muro, ou seja, um olho na situação e outro na oposição. Estas pessoas declararão apoio aquele que for vencedor: OS QUE SÃO SITUAÇÃO ETERNAMENTE, ou seja, tudo está maravilhoso. Seguindo outra vertente há aqueles que SÃO OS ETERNOS OPOSITORES, ou seja, nada está bom e ninguém faz nada certo.

Seguindo uma terceira rota há os inconformados, aqueles que já se colocaram como candidatos e não foram eleitos. Estes ainda continuam presos ao passado e todas as suas falas estão fundidos sentimentos de revolta, de mágoas e, sobretudo, de frustração por não aceitarem a realidade.

Outros vivem a “Síndrome do Poder“, ou seja, um dia estiveram em posição de destaque no serviço público, não conseguiram realizar seus objetivos por terem sido demitidos ou pelo término do mandato e do lado de fora sempre tem a solução para tudo, mas enquanto no poder não conseguiram nada de objetivo e substancial, apenas o básico – aquilo que era obrigação fazer.

Durante este curto período que comecei a interessar em observar a conduta política ou política partidária de algumas pessoas e após tirar estas conclusões óbvias descritas acima, penso que a vaidade humana sempre irá imperar e que o ato político ainda é realizado pensando apenas nos interesses pessoais.

Nossa cultura é marcada pela forte influência coronelista. Foram muitas décadas sob as ordens destas figuras: os coronéis, que perderam espaço, na teoria, no decorrer do tempo, para a democratização no país. A figura explícita não existe mais, mas por outro lado está na forma de pensar, agir e sentir de muitos que ocupam cargos, sejam públicos ou privados e, agora, também, dos que não ocupam cargos, porém, tem arraigados no seu âmago essa necessidade de serem os donos dos votos que nunca tiveram, do poder que nunca tiveram e da liderança que nunca exerceram.

Então, de que lado você está?

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