Amor não é sentimento (II)

A percepção humana de sua vivência material define a si mesmo condições de convivência com seus pares, embutidas em sentimentos e esquecem as condições que definem ações que equilibram as parcerias.

Já sabemos que os sentimentos que mais se afloram do ser humano são aqueles que relativamente possam criar elos frágeis em suas relações. Tais sentimentos são: paixão e gostar.

Ambos são notadamente confundidos com o que se chamam de AMOR. Essa confusão é simples de ser verificada no dia-a-dia, ou seja, quando o gostar e a paixão não sustentam o convívio sendo substituídos pelo ódio, a raiva, mágoa, etc.

O AMOR não é um sentimento, pois é um conjunto de AÇÕES que dão sustentabilidade aos elos espirituais entre os seres na experiência humana.

Quando se diz que AMA outra pessoa, além do gostar e da paixão, que criam o desejo de estarem juntas, deve existir a vontade, ou seja, a prática diária de executar AÇÕES para manter o elo. Dentre essas ações, estão: respeito, lealdade, empatia, confiança, tolerância, sinceridade e alegria.

Amor sem AÇÃO se torna apenas uma palavra vazia, assim como está a vida da maioria dos humanos, cada vez mais distantes de sentir, verdadeiramente, desejo e vontade de criar elos físicos, mas, sobretudo, elos espirituais uns com os outros na construção de degraus evolutivos.

O Amor é uma prerrogativa da evolução.

Por Alessandre Campos

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