Feira Livre

O comentário abaixo reflete a minha indignação com a matéria veiculada no jornal Correio de Araguari sobre a Feira Livre. Clique aqui para abrir a matéria.

Comentário do blogueiro:

Deprimente... como são todas as matérias deste jornal, mas essa da feira livre é um absurdo e falta total de conhecimento sobre as tradições e cultura de Araguari. A feira livre gera emprego, abastece, sim, a população com produtos diretos do campo, é local de encontro entre a população, realiza seu papel social, cultural, econômico e atrai turístas pela qualidade dos produtos comercializados. Se estivessem em desacordo com a legislação sanitária, não estariam trabalhando.

O poder público tem papel fundamental em contribuir para a continuidade desta tradição. Esse dinheiro investido pela prefeitura é muito bem empregado. Essas pessoas acordam cedo e trabalham duro, diferente do dono desse jornal que não sai do Palácio dos Ferroviários e esquece que ele, como não é funcionário público, deveria se ocupar em buscar matérias importantes para informar o araguarino no seu jornal, pois, o departamento de imprensa da própria prefeitura distribui as informações do executivo para todos os órgãos de imprensa. Trabalhar como os feirantes, quem escreveu essa matéria não quer.

Quero ter a certeza que o conteúdo da matéria não condiz com o pensamento do Poder Executivo e Legislativo Municipal.

Como o povo diz, quem não tem competência não se estabelece, essa matéria é a prova inconteste da falta de critério, ética e conhecimento acerca de Araguari, bem como, da mágoa que esses editores sentem por nossa cidade.

Sendo assim, fazer jornal apenas para publicar sensacionalismos é a pura burrice, falta de competência e demonstra o conteúdo de quem as escreve, publica e patrocina.
Desde o início, este jornal só publica aquilo que vai contra a população. Pergunta: Onde vocês querem chegar?

A máxima: "a crítica, a oposição e a contradição devem ser toleradas como condição do princípio de pluralismo, protegido pelo direito à liberdade de expressão"[Human Rights Watch (HRW)] e, neste sentido, temos que respeitar seus pontos de vista e, ainda, conviver com pessoas que usam a imprensa para colocar todo seu ódio contra aquilo que faz bem para a cidade.

Dica: Se querem ter um jornal, faça-o com profissionalismo, ética e respeito ao leitor, seja ele quem for.

Só pra lembrar: Jornalismo é uma atividade que tem como princípio noticiar dados sobre fatos verdadeiros, além de ser a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais sem imprimir comentários pessoais de quem os redige. Jornalismo é uma atividade de Comunicação e não a desconstrução da informação.

Se Araguari almeja ser uma cidade desenvolvida, necessita, primeiro, ter uma imprensa de alto nível e que faça seu trabalho com ética, moral, dignidade e respeito ao leitor, ouvinte e/ou telespectador. O trabalho tem que ser feito com qualidade e é o que a maioria dos jornalista faz, mas tem alguns que mancha a imprensa araguarina. Tenho certeza que Odilon Neves, presidente da Aprocima, colocará ordem neste setor.

Este é um desabafo de um cidadão araguarino, que exerce seu direito de expressão garantido na Constituição deste país e associa-se à indignação de todos os feirantes, produtores rurais e pessoas que tiram seu sustento da feira livre de Araguari, em virtude das declarações feitas por esse jornal Correio de Araguari.

Que Deus os ilumine hoje e sempre!

Se você pensa diferente ou igual, deixe seu comentário. O debate está aberto!

Leia matéria relacionada no blog Observatório de Araguari, clicando aqui.

Comentários

  1. Parabéns, Alessandre! A sua indignação é, também, a nossa.
    Acredito que esse jornal não é digno, sequer, de servir de embrulho para os produtos vendidos na feira.

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  2. Alessandre, a sua formação coloca um ponto final neste debate, mas teimosos de causa própria ainda tentarão derrubar uma opinião arraigada no conhecimento. A feira é livre e o debate também.

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  3. Com certeza Aristeu... Aqui o debate é livre e aberto, mesmo àqueles que tem opinião contrária, como é o caso dos editores do Jornal em questão. O debate está aberto a eles, também.

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  4. Alessandre,

    Parabéns por suas colocações.
    Nós, a equipe do Acontece, esperamos jamais receber uma mensagem como esta em razão de um trabalho mal elaborado.
    Felizmente você a encaminhou a todos outros órgãos de imprensa de Araguari, o que serve de alerta, assim como para nossa equipe, para todos os demais!
    Cordial abraço

    Nilton Eduardo Castilho Costa e Silva

    --------------------------------------------------------------------------------
    Marcus Eduardo-Bolsas Femininas em Couro
    Jornal Acontece em Araguari

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  5. Vejam vocês como a conectividade ou a interação entre as pessoas por meio da Internet virou uma arma daqueles que não aceitam o que a imprensa publica como se fosse uma verdade ou como se fosse uma unanimidade. Os jornais sempre publicam coisas que não podemos contestar, nos obrigam a ler coisas que não concordamos e temos que ficar calados. Agora não, surge uma revolução que eles não podem publicar. A revolução dos Blogueiros que permite mostrar opiniões mais realistas, isentas e talvez menos politizadas. Pior ainda para aqueles jornalistas que pensam que vão escrevendo seus artigos e que ninguém terá oportunidade para contestar. Agora os leitores estão armados como se formassem uma contra revolução que ainda somente é realizada pelos meios de comunicação. É o que ocorre no Irã onde o governo proíbe a imprensa de falar o que o povo está pensando e até a divulgação de fatos do processo eleitoral que parece sofrer de falta de transparência, mas o povo com suas maquininhas caseiras documentam com vídeos passo a passo a vida do país. Mas tirou SMS do ar, depois bloqueou o acesso a todas as grandes redes sociais e, por fim, derrubou a rede celular, inteira, tentando controlar a interação entre os descontentes. Aqui ainda temos alguns setores da imprensa que não toleram tanta opinião alheia, isso lhes dá um stress danado pois pode comprometer o status de jornalistas, sempre achando que seus leitores querem contestar para aparecer. Para eles é melhor somente escrever entregar o artigo na redação e ir para casa descansar e de preferência aguardar os aplausos. Mas as repercussões podem ser nefastas para pessoas muitas vezes impedidas de terem acesso aos meios sofisticados para fazerem valer suas opiniões, sejam pelos meios judiciais, sejam por meio das redes sociais. Não sei se os feirantes terão meios fáceis para contestar a reportagem sobre suas atividades escrita por quem nunca foi feirante. A mesma coisa ocorre com muitos governos municipais, vereadores, que ainda acreditam que podem fazer o querem sem ter que justificar nada. Já não podem nem emitir opiniões que imediatamente as redes destrincham analisando todos os aspectos do que falaram. É melhor que governo e imprensa se aliem às redes, até consultem antes de fazerem seus planos egoístas. Até mesmo o Time agora começou a conviver com as redes de comunicação instantânea depois de concluir que sem elas a qualidade da comunicação fica obsoleta.

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