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terça-feira, 14 de junho de 2011

Moribundo

 Pela vidraça
O sonho estilhaça
Pelo elo só passa
A luz da mordaça.

No balanço do vento
Sinto um alento
Para erguer-me do abatimento
Imposto nesse acolhimento.

Diante da retina, um sonho,
Percepção d’um individuo enfadonho
Que no êxtase se torna risonho
Mas, o que se vê é um moribundo tristonho.

Na esperança de desatar
Os grilhões e voar,
Ar puro respirar
E à vida contemplar,

Vejo-me nesse leito
Cumprindo uma pena de direito
Uso o tempo e aproveito
Para moldar-me num bom sujeito.

Alessandre Campos
01/10/2007

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