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sábado, 20 de dezembro de 2008

Araguari não é brinquedo de criança mimada

Vaidade: Qualidade do que é vão, instável ou de pouca duração. Desejo imoderado e infundado de merecer a admiração dos outros. Vanglória, ostentação. Presunção malfundada de si, do próprio mérito; fatuidade, ostentação. Coisa vã, fútil, sem sentido. Futilidade. Jactância, presunção." Dicionário Michaelis.

Fico abismado em ver que no jogo do poder a única coisa que predomina é a vaidade.

Primeiro, para causar inveja a outras pessoas por ocupar-se de um cargo, neste caso esquecem que o cargo é temporário, hoje estão, amanhã se vão, mas o que importa é esse momento de fantasia...

Segundo, por ostentarem e se vangloriarem que podem mais, fazem e desfazem passando por cima de todos e das leis...

Terceiro, por ganância em obter privilégios...

Quarto, pelo desejo de realizar algo que, supostamente, será reconhecido pelos outros e seu nome ficará gravado na história ou na estória, não importa, o que vale é aparecer...

Quinto, por ser hipócrita, ou seja, iludiu o povo, conseguiu o poder e agora... O povo e a cidade que se "explodam", fará apenas para si e para nutrir a sua arrogância.

Sexto, só se conhece uma pessoa de verdade quando a ela é concedido o poder...

Porém, no mundo das vaidades e das ilusões os mesmos que bajulam pela frente, apedrejam pelas costas.

Araguari não é brinquedo de criança mimada e nesse sentido temos que parar e refletir: valeu a pena optar por este e não por aquele outro?

O que percebo é o despreparo, a vaidade e a arrogância de alguns que pode macular a imagem de todos. Pessoas sem o mínimo conhecimento sobre algum assunto dizendo que vão fazer e desfazer, que isso tem que ser assim ou assado, ou seja, a sua verdade é a única. Já são donos da cidade. Pura e doce ilusão...

A sociedade deve ficar em alerta, assim como o Ministério Público Estadual, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – IEPHA/MG, o Instituo de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de Minas Gerais – CREA/MG, também, devem estar em alerta.

Mas, acredito que o bom senso irá prevalecer. A serenidade e a inteligência farão parte daqueles que terão a missão de administrar essa cidade pelos próximos quatro anos. E que Deus nos proteja.

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